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Surpresa: ‘Ninfomaníaca’ será exibido em Cannes

28/11/2013

Parece provocação, e deve ser mesmo. Nymphomaniac, de Lars von Trier,  estreia dia 25 de dezembro, em pleno Natal, em uma sessão de gala na Dinamarca. Os planos de lançamento contemplam duas versões do filme, cujo mote provoca: “Forget about love”.  A versão original, sem cortes, tem 5 horas e meia e será lançada em 2014 no Festival de Cannes, conforme adiantou com exclusividade a revista norueguesa Montages.

Nymphomaniac terá a versão longa e hardcore, incluindo close-up em genitais, e outra mais suave, com menos cenas de sexo explícito – a que será veiculada na maioria dos cinemas. A versão editada será exibida em duas partes. No Brasil, a distribuição será por conta da California Filmes, com estreia em 10 de janeiro, e provavelmente custará o preço de dois ingressos.

Pela primeira vez, o diretor dinamarquês deixou o corte final de uma obra com outra pessoa, a editora do Danish Film Institut, Molly Malene Stensgaard. Lars von Trier aceitou (com má vontade, dizem) a versão de 4 horas por conta de interesses de mercado. No total, Nymphomaniac custou  € 8 milhões e os investidores pressionaram pelo retorno comercial. 

De acordo com a produtora da Zentropa, Louise Vesth, o diretor está “feliz” com as duas versões do filme e nega que o corte tenha sido feito contra a vontade dele: “Definitivamente, não é este o caso, como se escreveu na imprensa”. Segundo a produtora, Lars von Trier entendeu que era necessário pensar na distribuição e na exibição. “É do seu interesse que o filme possa ser visto em diferentes países”, disse Vesth em entrevista exclusiva ao Screen Daily. Para a produtora,  Nymphomaniac “é o melhor trabalho de Lars von Trier”. Ela antecipa que o filme aborda temas atuais importantes, como sexualidade, relacionamentos, religião, natureza e civilização. “É uma obra fantástica”, define.

Cena de Charlotte Gainsbourg em Nymphomaniac, um libelo contra a possibilidade do amor.

Cena de Charlotte Gainsbourg (Joe) em Nymphomaniac, um libelo contra a possibilidade do amor.

A atriz francesa Charlotte Gainsbourg interpreta Joe, uma ninfomaníaca confessa que descreve suas experiências eróticas a Seligman (Stellan Skarsgård, ator sueco); ele a salva na rua, após vê-la caída e machucada por espancamento. A história é narrada por Joe em flashback dos anos 60 até hoje. A obra é dividida em oito capítulos, um deles em preto e branco. O elenco de estrelas inclui Shia LaBeouf , Christian Slater, Jamie Bell, Uma Thurman e Connie Nielsen. As cenas de sexo explícito foram realizadas por dublês.  O último capítulo de Nymphomaniac é claramente inspirado em Andrei Tarkovsky (a quem o diretor dedicou seu penúltimo filme, Antichrist), mas não há slow motion, como em Melancholia. Apesar do tom trágico, dizem que o filme é engraçado, mais próximo da comédia do que Os Idiotas e The Boss of It All.

A distribuição está sob comando da Nordisk Film e as vendas, com a TrustNordisk, que também é responsável pelos cartazes e trailer. O filme será distribuído em mais de 50 países, incluindo Estados Unidos (Magnolia Pictures), Canadá (Mongrel Media ), Europa/Reino Unido/Irlanda (Artificial Eye), Alemanha/Áustria (Concorde ), França (Les Films du Losange), CIS (Commenwealth of Independant States: Rússia e ex-repúblicas soviéticas), Brasil (California Filmes) e Austrália/Nova Zelândia (Transmission).

Há quem ainda duvide de uma première da versão sem cortes de Nymphomaniac no Festival de Cannes 2014, já que Lars von Trier foi considerado persona non grata pela direção do evento em 2011, em razão de comentários sobre o nazismo e declarar sua simpatia a Hitler, causando constrangimento aos seus colegas da Zentropa. Mas a Croisette está ansiosa pelo novo filme do enfant terrible: no início deste ano, o diretor do festival, Thierry Fremaux, disse que “Lars von Trier é bem-vindo, pois não foi declarado ‘persona non grata para sempre'”. Não está definido ainda se Nymphomaniac vai participar da competição.

Dono de um humor próprio, Lars von Trier disse que está lançando um novo gênero cinematográfico chamado “digressionismo”. E grudou uma fita adesiva na boca como promessa de que, desta vez, não concederá entrevistas sobre o filme.

Obs.: Eu estava devendo um post desde 2012 aqui no ZuKino. Obrigada aos fiéis seguidores! God Jul!

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